A merenda escolar também está em jogo nas urnas
A eleição de 2026 não decidirá apenas os rumos da economia, mas também o futuro de políticas essenciais para milhões de brasileiros. A merenda escolar é uma delas.
Enquanto o governo Lula recompôs os recursos do PNAE a partir de 2023, após anos de congelamento durante o governo Bolsonaro, o debate eleitoral exige uma pergunta fundamental: quem garantirá a continuidade desse avanço?
Para milhares de crianças em situação de vulnerabilidade, a merenda não é apenas um complemento alimentar: pode ser a principal refeição do dia. Ignorar essa realidade é fechar os olhos para a fome que entra diariamente nas salas de aula.
A ausência de propostas específicas para o programa no plano de Flávio Bolsonaro não significa, por si só, que haverá cortes, mas deixa dúvidas importantes sobre o futuro do financiamento.
Diante das urnas, o eleitor precisa considerar o que está em jogo. Promessas genéricas não enchem pratos, e discursos econômicos não substituem políticas públicas concretas.
Escolher o próximo presidente também significa decidir quais prioridades terão espaço no orçamento. Quando o assunto é a alimentação de crianças e adolescentes, o voto precisa levar em conta quem já investiu na recomposição dos recursos e quais compromissos os candidatos assumem para o futuro. Afinal, nenhuma criança deveria pagar o preço de uma escolha política com a própria fome.
